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O Sistema OCB lançou nesta sexta-feira (9) a cartilha A modernização da legislação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, sobre as principais inovações implementadas pela Lei Complementar 196/2022. A norma em vigor, oriunda do PLP 27/2020, atualizou a Lei Complementar 130/09.
Com 61 páginas e 19 capítulos, a cartilha é mais uma iniciativa da Casa do Cooperativismo para esclarecer dúvidas e auxiliar coops e cooperados a compreenderem as atualizações e os impactos para o setor. De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o material é essencial para a correto entendimento das coops de crédito a respeito das alterações.
“Diante da relevância do tema, da diversidade das inovações e, ainda, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão das implicações dessa recente inovação legislativa, elaboramos essa publicação onde são apontadas e explicadas as principais inovações na lei do cooperativismo de crédito. Aproveitem”, disse o presidente.
Logo no início, o leitor poderá entender a necessidade da atualização dentro do contexto mundial atual. Em seguida, ele terá a percepção sobre as mudanças que a legislação passa a trazer, tais quais: I) a previsão expressa das confederações de serviços; II) as modificações na regra da captação de recursos dos municípios; III) o conceito expresso de área de atuação, subdividido em área de ação e área de admissão; IV) o chamado empréstimo sindicalizado; V) a impenhorabilidade das quota-partes do capital social e os outros diversos pontos alterados na LC 130/2009.
O Sistema OCB também disponibilizou um quadro comparativo entre as legislações e um curso na plataforma CapacitaCoop chamado Modernizando a Lei Complementar 130/09. Neste segundo semestre de 2022, está previsto também o lançamento do livro Lei comentada - Modernização da LC 130/09.
Estudos
A expressividade das coops de crédito também é tema de estudo do Banco Central do Brasil. Segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, de 2021, o SNCC atende a um contingente de 11,9 milhões de cooperados, distribuídos por mais de 2.200 municípios, possuindo ativos totais de R$ 371,8 bilhões. Ainda de acordo com o Banco Central, as captações de depósitos, nos últimos anos, têm aumentado a taxas superiores àquelas verificadas pelas demais instituições do sistema financeiro nacional.
Outro dado apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em seu relatório Benefícios Econômicos do Cooperativismo de Crédito na Economia Brasileira, aponta que o cooperativismo eleva o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas formais de trabalho e aumenta o número de estabelecimentos comerciais locais em 15,7%.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema OCB
A 2ª Chamada Pública realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgou, na sexta-feira (9), seu resultado preliminar. O edital 11/22, que versa sobre Pesquisa em Cooperativismo, recebeu 131 trabalhos e 41 deles foram considerados aptos pelo comitê.
Com o fomento de até R$ 4 milhões, os pesquisadores contemplados poderão custear, entre outros, bolsas para orientandos, passagens, hospedagens e deslocamentos para visitar cooperativas, participar de congressos e até mesmo comprar equipamentos e materiais para executar o trabalho. As principais áreas de pesquisa são em: Competitividade e Inovação; Impactos econômicos, sociais e ambientais; Desenvolvimento organizacional e promoção da prática cooperativista; e Cenário jurídico do cooperativismo.
“Acredito que essas pesquisas se tornarão permanentes e as cooperativas vão se beneficiar, levando as benesses para a ponta, para o cooperado, gerando assim mais prosperidade para nossa gente”, declarou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Para pesquisas sobre Impactos econômicos, sociais e ambientais, o edital recebeu 65 inscrições; sobre Competitividade e Inovação no Cooperativismo, 39 projetos; e sobre Cenário jurídico do cooperativismo, 15 propostas. Já o tema Desenvolvimento organizacional e promoção da prática cooperativista, obteve 12 submissões.
O resultado ainda pode ser alterado após análise de pedidos de reconsideração (recursos), que devem ser apresentados até o dia 19 deste mês, via Plataforma Carlos Chagas do CNPQ.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema OCB
Faltam poucos dias para o início do evento que vai reunir especialistas de diversas áreas para discutir a revolução tecnológica que está transformando a rotina de propriedades rurais. Além de uma tendência, a inovação que chega ao campo é mais uma ferramenta de gestão que leva agilidade e resultados para o produtor rural. As perspectivas do agro para os próximos anos serão debatidas na 2ª edição da Jornada Técnica RTC, em Gramado (RS). O evento ocorrerá de 14 a 16 de setembro no Wish Serrano Resort, com renomados palestrantes nas áreas de mercado agrícola nacional e internacional, inovação, gestão e clima. As inscrições devem ser feitas pelo site https://rtc.coop.br/inscricao.
Com realização da CCGL, patrocínio da Termasa e apoio do Sistema Ocergs e FecoAgro/RS, a Jornada Técnica RTC antecipa as tendências do agronegócio para os próximos anos, oferecendo às cooperativas uma oportunidade única de conhecimento e troca de experiências dentro do sistema cooperativo gaúcho e brasileiro.
Palestrantes renomados nas áreas de solos, agroclimatologia, biotecnologia, produção animal, inovação e mercado agrícola estarão apresentando um panorama do agro para os próximos anos, com o objetivo de oferecer às cooperativas um momento único, de elevada troca de conhecimento, demonstrando a força do sistema cooperativo. “A geopolítica, a economia e o comportamento são outros nesse pós-pandemia. Com o agro não foi diferente, por isso o nosso foco em debater a necessidade de se produzir mais e melhor, com segurança alimentar e sustentabilidade”, destaca o diretor-presidente da CCGL, Caio Vianna.
Para o coordenador de pesquisa da Rede Técnica Cooperativa (RTC), Geomar Corassa, as transformações pelas quais vêm passando o agronegócio exigem conhecimento ao produtor para que ele possa fazer uma transição tecnológica sem sobressaltos, ao mesmo tempo em que garante o fornecimento de produtos que atendam às demandas do mercado. “A Jornada RTC propõe esse debate ao explorar uma série de temáticas de grande relevância neste momento”, pontua.
Entre os palestrantes confirmados estão o analista de mercado Alexandre Mendonça de Barros, engenheiro agrônomo e Doutor em Economia, especialista em cenários para a produção agrícola brasileira. Outro destaque da programação é Arthur Igreja, co-criador da plataforma AAA com Ricardo Amorim e autor do best-seller sobre inovação ‘Conveniência é o nome do Negócio’, que terá sua abordagem focada no profissional do futuro. Com vivência no mercado que mais cresce no mundo, Larissa Wachholz é outra palestrante confirmada. Ela falará sobre as estratégias que o Brasil precisa adotar para conquistar o potente mercado consumidor da Ásia, em especial, o chinês.
A 2º Jornada Técnica é uma realização da CCGL e conta com o patrocínio dos terminais Termasa/Tergrasa e com o apoio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro) e do Sistema Ocergs-Sescoop/RS.
Quem é a RTC
A Rede Técnica das Cooperativas (RTC) foi criada em 2018 congregando as áreas técnicas de pesquisa e mercado de 30 cooperativas agropecuárias gaúchas. Seu foco é criar um corpo de pesquisa integrado que dê suporte às cooperativas, otimizando custos e a aplicabilidade dos estudos desenvolvidos e permitindo a troca de ideias e compartilhamento de informações.
Confira a programação completa:
14 de setembro
18h – Recepção
19h – Abertura oficial
19h45min – Palestra de abertura – O Brasil frente ao cenário econômico global e de produção de alimentos
Alexandre Mendonça
15 de setembro
8h – Demanda alimentar e sustentabilidade: O que esperar para as próximas décadas?
Quem são e o que desejam os consumidores do futuro?
Pedro Fernandes e Sergio Canova
McKinsey & Company
Sustentabilidade e mercado de carbono: desafios e oportunidades para o Agro
Eduardo Bastos (My Carbon/Minerva Foods)
Moderador: Mário de Conto
9h50min – Coffe break
10h20min - Clima, manejo e gestão na agricultura
A propriedade do futuro: A gestão Lean na fazenda
Sandro Viechnieski (Agro+Lean)
Risco climático na agricultura: Como mitigar?
Rafael Battisti (UFG)
Moderador: Luiz Keplin
Debate
12h – Almoço
13h30min - Produtores e sistemas de produção: Aprendendo com os campeões
Produtores campeões de produtividade: Como eles chegaram lá?
Valdir Jacoby, Paulo Bonato e Laercio DallaVecchia
Moderador: Giovani Stefani Faé
Premiações Top Farmers RTC
15h45min – Coffe break
16h15min - Transformação digital na agricultura
A mente do produtor rural e a adoção de tecnologias na era digital
Joana Colussi (University of Illinois)
O perfil do profissional/assistente técnico e das organizações do futuro: Mude ou desapareça! Arthur Igreja (AAA Inovação)
Moderadora: Cristina Orsolin Klingenberg – Unisinos
16 de setembro
8h - Governança nas organizações e no sistema cooperativo do futuro
Transformações organizacionais e os modelos de negócio do futuro
André Souza (Futuro S/A)
Uma visão sobre as cooperativas do futuro
Mateus Marino (Coopercitrus)
Moderação: Marcio Lopes (OCB)
10h - Coffee break
10h30min - O futuro do consumo de alimentos em países asiáticos a as novas oportunidades para o Agro
Larrisa Wachholz (Vallya Agro)
Moderação: Tânia Regina Zanella (OCB)
12h – Encerramento
Fonte: Assessoria de Comunicação da RTC
Crédito da foto: Adolfo Wechwert
A 2ª edição do Programa Conexão com Startups, do Sistema OCB, realizou a apresentação de três soluções de desafios de cooperativas, nesta terça-feira (6). O evento ocorreu de forma virtual e é uma parceria entre o Sistema OCB e o Silo Hub (Hub de inovação originado da parceria entre a Embrapa e a Neo Ventures). As cooperativas Cemil (MG), Coplana (SP) e Santa Clara (RS) foram selecionadas nesta segunda edição do programa, que é voltado para inovações no Ramo Agro.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, pontuou os avanços que a iniciativa proporciona para o cooperativismo como um todo e lembrou do Desafio BRC 1 Tri, lançado na Semana de Competitividade 2022, pelo presidente Márcio Lopes de Freitas. “É uma alegria ajudar a construir um agro cada vez mais inovador. Temos milhares de coops que fazem a diferença na produção brasileira. O cooperativismo quer ser sinônimo de inovação e, por isso, temos no nosso site InovaCoop uma série de conteúdos para estimular essa prática”.
Fabíola também destacou a importância dessa segunda edição do programa. “Esta edição voltada ao agro é para viabilizar desenvolvimento, aumentar a eficiência e reduzir custos. O Conexão com Startups é mais um programa que vem ao encontro do desafio de gerar R$ 1 trilhão em prosperidade e congregar 30 milhões de cooperados, em cinco anos. A inovação certamente vai nos ajudar a chegar lá”.
Coplana: A paulista Coplana lançou o desafio de estimar e prever a colheita de amendoim. O diretor comercial da startup Deadalus, Leonardo Moreno, apresentou a proposta para alcançar esse objetivo. “Nosso desafio era estimar de forma padronizada a produção e a colheita de amendoim da Coplana. Como solução, elaboramos um aplicativo capaz de calcular essa estimativa por meio de processamento de imagem. Conversamos com a equipe da Coplana para saber qual tipo de dado é coletado rotineiramente para direcionarmos a criação do app. Agora, o agrônomo registra dados no aplicativo, que é enviado para um servidor na nuvem”, disse Moreno.
Segundo explicado pelo diretor, o próprio aplicativo identifica a imagem coletada pelo produtor e faz a contagem automática de amendoins detectando quantas das vagens estão presentes na imagem. Então, há estimativa de sacas por hectares, por produção e perdas também. O desafio foi solucionado pela facilitação de coleta de dados e padronização dos processos envolvendo a produção do amendoim.
Eduardo Rodriguez, gerente de tecnologia e inovação da Coplana considerou que “os resultados são promissores. A solução superou nossas expectativas e fizemos mais do que foi desenhado. Estamos entusiasmados e queremos pôr em prática para valer”, comemorou.
Os próximos passos são a implementação da inteligência artificial e a coleta de mais dados para refinar modelos e adicionar campos de registro, além de treinamento de novos agrônomos para utilizarem o app.
Santa Clara: O desafio apresentado pela cooperativa gaúcha Santa Clara foi o desenvolvimento de uma cortadora de queijo para fracionar os produtos em pesos e formas variadas, evitando prejuízos e para adequar as porções aos padrões do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (InMetro). A startup Eixo Consultoria de dispões a elaborar uma máquina de corte com recursos de inteligência artificial que se encontra em fase de construção.
A diretora de projetos da Eixo, Rebeca Couto, explicou que a máquina vai fazer o corte preciso do queijo com auxílio de uma lâmina ultrassônica adequada as normas regulatórias vigentes. “O descarte relatado pela cooperativa e o desperdício de material são consideráveis. A máquina projetada conta com balança industrial e corta o queijo redondo ou quadrado a partir de leitura pelo sistema de automação com o auxílio de softwares que mensuram o volume e a altura, mesmo com as deformidades das peças. Estamos finalizando para colocarmos em testes e trazer os resultados de corte com maior velocidade, redução de desperdícios e automatização de processos repetitivos”, explicou Rebeca.
O supervisor de engenharia de processos da Santa Clara, Cleiton Nunes, declarou que está com fortes expectativas em relação aos resultados. “Esse fator inovação precisa estar dentro das instituições. O consumidor muda seus hábitos e a indústria precisa atender essas demandas. Nosso desafio é complexo, porque o produto tem inúmeras características, o que justifica os atrasos, mas é algo muito inovador. Estamos com enorme expectativa para vê-lo agindo e melhorando nossa competitividade”.
Cemil: a coop mineira precisava prever os preços de leite longa vida (UHT) desde o início da produção até a chegada ao varejo para ter mais competitividade. A startup UPTech aceitou o desafio. O diretor da startup, Gustavo Lenzi, explicou que, para a oscilação constante de preços, a assertividade na precificação e embasamento para a tomada de decisão, a solução proposta é um sistema integrado para precificação que também utiliza inteligência artificial.
“Trabalhamos em conjunto com a Cemil para levantar dados, estruturá-los e filtrar o que pode ser utilizado. Propomos o desenvolvimento de modelos matemáticos e métodos de inteligência artificial, a construção de relatórios e a validação do modelo junto a Cemil. Já geramos até aqui 10 relatórios, mas como queremos um modelo mais robusto estendemos para 15 a fim de consolidar os números”, explicou Lenzi.
Ainda segundo o diretor, com o número maior de variáveis foi possível prever um milhão de situações e resultados o que os levou a trabalhar com um valor médio. “Com todo esse processo garantimos 95% de assertividade e precisão. Este modelo matemático não é restrito ao leite, podemos aplicá-lo em outras commodities como café e soja”.
Além do preço determinado, a startup gerou médias de confiança, criando outros cenários baseados em econometria. O diretor de marketing da Cemil, Warlei Tana, agradeceu o empenho e declarou que a UPTech continuará com a Cemil nesta parceria. “Com os resultados conseguimos alcançar uma média e agora temos um modelo. Vamos maturá-lo muito mais a medida de em que a inteligência artificial for aprendendo. O modelo de leite é complexo e estamos em um ano atípico. Mesmo assim o software acompanhou cada dado”, ressaltou.
Fonte: Sistema OCB
Sempre dedicada à criação de soluções transformadoras para produtos e serviços, beneficiando continuamente seus cooperados, a Unicred acaba de apresentar seu mais novo programa de inovação aberta: o Aceleração. A partir dele, a instituição financeira cooperativa visa ampliar suas iniciativas voltadas à inovação por meio de parcerias com empresas de base tecnológicas e startups, gerando valor ao sistema e, principalmente, a cooperados e seus negócios.
O programa tem como objetivo buscar soluções para a evolução de produtos ou ainda para a co-criação de novos produtos e serviços inovadores, a partir de um canal permanentemente aberto, com fluxo contínuo de inscrições. Por meio dele, empresas poderão se conectar à cooperativa para apresentar soluções, propor melhorias e novas ideias para as cooperativas, centrais e confederação que integram o Sistema Unicred em todo o País.
As startups e empresas de base tecnológica podem, desde já, se cadastrar no site www.aevo.com.br/connect/unicred para apresentar suas soluções, ou participar de desafios constantes voltados a áreas específicas que serão lançados frequentemente. Para participar, é necessário ser uma empresa com uma solução em operação, com propósito de gerar valor para o sistema e/ou cooperado Unicred. Após as inscrições e avaliações, o programa Aceleração irá contar com etapas de pitch session, mapeamento de escopo de trabalho, para então cocriar um projeto piloto.
Para o diretor de Produtos e Tecnologia da Unicred do Brasil, Luis Augusto Soares Schuler, o Aceleração tem como base um valor essencial ao cooperativismo, que é a cooperação. "A partir do Aceleração, podemos nos conectar a empresas de base tecnológica e startups de diferentes cenários e propósitos, ampliando horizontes para a produção de soluções inovadoras para nossos cooperados. Igualmente, as empresas participantes se beneficiam por atrair investimento e ganhar visibilidade para suas iniciativas, além de se conectarem a um ecossistema cooperativo de referência nacional, com mais de 250 mil cooperados", declara.
Segundo o superintendente de Estratégia e Governança de TI da Unicred do Brasil, Alexsandro Filipetto, o programa tem potencial para conquistar grandes resultados. "O Aceleração foi desenvolvido de forma a beneficiar não apenas a Unicred, mas principalmente as empresas de base tecnológica e startups que desejam tirar projetos de inovação do papel e, igualmente, nossos cooperados, que terão novidades tecnológicas aplicadas em seu dia a dia fazendo a diferença para seus negócios", aponta.
Para saber mais sobre o programa Aceleração e participar da iniciativa da Unicred, é possível acessar o site www.aevo.com.br/connect/unicred ou enviar desafios para a área de inovação pelo e-mail
Fonte: Unicred do Brasil
Foto: Glauco Vinícius Arnt/Divulgação
Quando a artesã e designer de joias Patrícia Pedrotti foi chamada ao palco para receber o prêmio Elas no Agro, nesta quarta-feira (31), ela representou muito mais do que seu próprio empreendimento. O reconhecimento à Enojoias, na sexta edição da distinção da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), durante a Expointer, em Esteio (RS), é a valorização do cooperativismo e do empreendedorismo feminino como forma de diversificar a produção e ampliar a renda das famílias.
A Enojoias é uma marca de joias que utiliza cristais de bitartarato de potássio formados durante o processo de armazenamento dos vinhos nas pipas de madeira. Iniciada em 2015, justamente quando fez sua primeira venda para a Vinícola Aurora, é considerada a primeira e única marca de joias do mundo que usa os cristais de vinho para a elaboração das peças.
Os “diamantes do vinho” são formados pela precipitação de dois elementos presentes nas uvas, tanto brancas quanto tintas: o ácido tartárico e o potássio. Na presença da baixa temperatura, esses elementos reagem entre si, dando origem aos cristais.
Bisneta de viticultores que fundaram a Cooperativa Vinícola Aurora, em 1931, e filha dos associados Antônio Pedrotti e Lenita Dall Oglio Pedrotti, Patrícia conta que o projeto inicial era apenas fazer uma exposição para mostrar a riqueza dos materiais. O sucesso foi tanto que a Aurora resolveu abraçar a ideia e abrir um espaço para a venda na loja da Associação dos Artesãos Aurora.
“Sou filha de viticultor, cresci em meios às vinhas de Tuiuty, interior da cidade de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Desde o início da faculdade de Design, sempre tive o desejo de unir o design e algo relacionando à uva, mas nenhuma das minhas ideias era realmente uma ‘grande ideia’. Então, depois de uma década, veio o insight: ‘Vou desenvolver joias com os cristais de ácido tartárico, a chamada gruppola aqui no interior’”, relata.
Patrícia conta que mesmo com o aumento da demanda, ela mantém a produção de forma artesanal, na propriedade da família. Atualmente, além loja da Associação dos Artesãos Aurora, em frente a unidade Matriz da vinícola, ela comercializa as peças em outros pontos.
“É uma forma de manter a conexão entre o vinho e paixão pelas joias. O objetivo é mostrar todas as belezas que surgem do vinho, e de todo o trabalho de nossos queridos viticultores na Serra Gaúcha”, resume.
Estímulo ao empreendedorismo feminino
Atualmente, cerca de 50 mulheres associadas ou familiares de cooperados comercializam seus produtos na loja da Associação dos Artesãos Aurora, localizada em frente ao complexo enoturístico da vinícola, na Rua Olavo Bilac, em Bento Gonçalves (RS).
Há 26 anos, viticultores e familiares de associados têm a oportunidade de incrementar suas rendas com a venda de produtos feitos à mão. São mais de 50 itens, desde as joias até peças em crochê, em resina e madeira, geleias, doces de amendoim, trufas, biscoito, grostoli, frutas cristalizadas, sabonete, porta-chaves, chaveiros, sapatinhos de tricô, trilhos, tapetes, entre tantos outros.
Outra iniciativa de estímulo à ampliação da renda e diversificação da produção é o projeto Mulheres Aurora Empreendedoras (MAE), do qual Patrícia também faz parte. O objetivo é reunir cooperadas, esposas e filhas de viticultores associados para encontros sobre empreendedorismo feminino e cooperativismo.
O presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora, o viticultor Renê Tonello, enaltece o prêmio concedido pela Federasul por mostrar que a cooperativa está no caminho certo ao valorizar as iniciativas dos associados que vão além da produção da matéria-prima para a indústria. Tonello cita o fato da Enojoais utilizar um produto que seria descartado para a elaboração das peças, além da iniciativa empreendedora da designer.
“A beleza das peças é ainda maior por sabermos que também traz esse lado sustentável, que é umas nossas maiores preocupações. Sustentabilidade ambiental, é claro, mas também de condições para que o viticultor agregue valor à sua propriedade, com qualificação e criatividade, como fica evidente nas peças da Enojoais”, celebra o presidente.
Fonte: Assessoria de Comunicação Vinícola Aurora
Depois de dois anos atípicos em razão da pandemia da covid-19, os portões da 45ª Expointer foram abertos sem restrições na manhã deste sábado (27/8), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O ato contou com a participação do governador Ranolfo Vieira Júnior, de secretários de Estado e do prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal. O presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, o gerente de Relações Sindicais e Institucionais da Ocergs, Tarcisio Minetto e o presidente do Sicredi União Metropolitana RS, Ronaldo Sielichow, estiveram presentes na solenidade.
O governador disse que a 45ª edição traz o sentimento de retomada. “A Expointer sempre foi o momento em que o Rio Grande do Sul mostra ao Brasil e ao mundo a força da sua maior vocação, que é o agronegócio. Nos últimos anos, assim como no mundo todo, fomos golpeados pela pandemia e, embora a feira tenha sido realizada com restrições, a verdadeira retomada, inclusive com um sentido de resiliência, está ocorrendo nesta edição. Nossas expectativas são as melhores possíveis”, afirmou.
Painel RBS Eleições 2022
O que pensam e propõem os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul para o setor agropecuário foram tema de evento na Casa RBS da Expointer também neste sábado. O painel, mediado pela colunista e apresentadora Rosane de Oliveira, recebeu seis postulantes ao Piratini e contou com perguntas formuladas pela produção e por setores representados na feira. Darci Hartmann, representando o cooperativismo gaúcho, questionou sobre demandas de infraestrutura e internet campo, de proteína animal e matéria prima, questões tributárias, de logística, cooperativismo de saúde e sobre a plataforma dos candidatos ao governo em relação ao cooperativismo e desenvolvimento do Estado.
Pavilhão da Agricultura Familiar
Além de uma reunião do Conselho da Unicred na Casa do Cooperativismo na Feira, o presidente também participou da inauguração do Pavilhão da Agricultura Familiar neste sábado. O governador cortou a fita inaugural do local, que neste ano reúne 337 expositores de mais de 100 municípios. São 10 expositores a mais do que em 2019, último ano da feira antes da pandemia. O sentimento de retomada tomou conta do espaço e dos produtores, já que em 2020 o pavilhão funcionou de forma restrita, com menor número de expositores e apenas no formato drive-thru. Em 2021, o local também teve restrições de empreendimentos e de público.
No ato que marcou a abertura do pavilhão, Ranolfo destacou a importância do pequeno produtor e das agroindústrias gaúchas. “Esse é um dos espaços mais visitados da feira e que comprova a importância e o valor do pequeno produtor e das agroindústrias gaúchas. Neste primeiro dia, já pude ver o sentimento de retomada, a animação e a expectativa dos produtores com a grande presença do público visitante. Não tenho dúvidas de que será um ano de muito sucesso nas vendas”, disse o governador.
Do total de estandes, 268 são agroindústrias, 52 da área de artesanato e 17 de flores, plantas e mudas. Os jovens comandam 95 destes empreendimentos e as mulheres estão na liderança de 66.
Expointer 2022
A expectativa da organização é receber mais de 600 mil visitantes, que poderão aproveitar os 70 mil metros quadrados de área de exposições do agronegócio, eventos técnicos, oficinas, julgamento de animais e leilões, além de uma programação artística e cultural. Também haverá discussão de temas relevantes para a agropecuária gaúcha e nacional: inovação, tecnologia, produção sustentável, preservação de água, agricultura de baixa emissão de carbono e desenvolvimento econômico aliado à preservação do ambiente.
Uma das maiores e mais tradicionais feiras agropecuárias da América Latina, a Expointer vai até 4 de setembro. O Sistema Ocergs é uma das entidades co promotoras e estará presente e com programação especial na Casa do Cooperativismo. Confira a programação completa AQUI e acompanhe as notícias ao longo da semana em nosso site.
Com informações da Secom
Durante a palestra Construindo o Coop do Futuro, apresentada no encerramento da programação da Semana de Competitividade, nesta quarta-feira (24), o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, propôs um desafio ao movimento cooperativista: o de atingir a meta de R$ 1 trilhão de prosperidade e de 30 milhões de cooperados até 2027. A provocação faz referência ao poder que o cooperativismo tem em gerar desenvolvimento e prosperidade para todos a sua volta: cooperados, cooperativas, comunidades em que estão inseridas, ao país.
“Como cada centavo gerado dentro de uma cooperativa se transforma em qualidade de vida, vamos gerar novas oportunidades para o povo brasileiro. Estas oportunidades aparecem na forma de trabalho, renda, programas de inovação, cursos, projetos sociais, ações de sustentabilidade e investimentos diretos na melhoria das comunidades onde atuamos. É a nossa hora de mostrar que o nosso jeito de fazer negócios gera mais que números, traz prosperidade”, assegurou o presidente.
De acordo com Márcio, o objetivo de movimentar R$ 1 trilhão até 2027 é totalmente plausível. “Não estamos muito distantes disso. Em 2021, as cooperativas movimentaram quase R$ 525 bilhões. Em um cenário arrojado chegaríamos nesta meta logo em 2024, mas como somos pé no chão, no formato moderado, até 2027 alcançaremos a meta. Importante reforçar que tudo isso é revertido em emprego, renda, oportunidades, negócios e prosperidade não apenas para o coop, mas para todos os brasileiros”.
O Sistema OCB pretende apoiar o crescimento por meio de suas Unidades Estaduais com estratégia unificada e com diretrizes capazes de balizar o desenvolvimento do movimento de maneira integrada, respeitando a diversidade de cada cooperativa. “As especificidades, características, sotaques de cada região e de cada cooperativa será considerado nessa caminhada. A estratégia unificada é importante, no entanto, para crescermos e nos fortalecermos juntos”, declarou Márcio.
O presidente lembrou que ainda há a necessidade de construção de um ambiente regulatório que contribua ainda mais para alavancar o movimento, bem como a de disponibilizar uma série de programas com foco em monitoramento, performance e resultados. “As ações da OCB já estão focadas nessa direção”, acrescentou.
“Temos o Identidade, o Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC), as plataformas CapacitaCoop, NegóciosCoop, InovaCoop e, agora, conforme divulgado na abertura da nossa Semana de Competitividade, o ESGCoop. Começamos hoje a construir esse futuro para comemorar, em cinco anos”, complementou, ao convidar os presentes para acompanhar a divulgação de vídeo promocional da campanha do BRC 1 Tri - Brasil Mais Cooperativo 1 trilhão de prosperidade.
Confira o vídeo:
Fonte: Sistema OCB
Com a participação de 42 jovens e 18 cooperativas agropecuárias gaúchas, foi dada a largada para a primeira edição da Academia de Jovens Líderes do Agro. A iniciativa da Bayer e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) tem por objetivo incentivar a participação dos jovens no dia a dia da propriedade rural, além das associações e cooperativas, de forma a que este desenvolva competências na gestão dos projetos e na tomada de decisões.
O primeiro encontro ocorreu recentemente de forma presencial no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Ao longo do curso, os jovens cooperativistas participarão de sessões com um time de especialistas que vão abordar temas relacionados à liderança, desenvolvimento de equipes, inovação e transformação digital. No total, serão três módulos com encontros virtuais ao longo do ano.
Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, desenvolver novas lideranças torna-se hoje condição essencial para a solução de desafios complexos que não se pode mais deixar de enfrentar. "A questão é se estamos à altura dos desafios atuais, onde os movimentos de transformação estão acontecendo de forma consistente ao redor do mundo. Entendemos que a colaboração entre empresas parceiras e cooperativas, como nesse curso, contribuirá de forma assertiva para esse enfrentamento", destaca.
Os jovens terão também uma mentoria para desenvolvimento e gestão de um projeto. Ao final, os grupos apresentarão estas propostas em uma banca formada por representantes da FecoAgro/RS e de representantes das cooperativas. O grupo do melhor projeto avaliado será premiado com uma visita à fazenda modelo em sustentabilidade do programa Bayer Foward Farming no Brasil e um curso de agricultura digital da Universidade FieldView, braço de capacitação da plataforma de agronomia digital da Bayer.
Fonte: AgroEffective
A Cooperativa Certel inaugura, na próxima quinta-feira, dia 4 de agosto, a primeira estação de recarga energética veicular de Lajeado. O posto de abastecimento está localizado na Avenida Benjamin Constant, no Bairro Montanha, junto ao seu ponto de atendimento. O evento inicia às 8h. Este é o segundo posto de energia da região. O primeiro está instalado junto à sede da Cooperativa, em Teutônia.
A instalação do novo eletroposto visa antecipar tendências, incentivar a adoção de energia limpa e acelerar a inovação na região. Em entrevista ao programa A Hora Bom Dia, da Rádio A Hora 102.9, o vice-presidente da Certel, Daniel Luis Sechi, descreve o serviço: “É uma tomada que estará disponível para a sociedade lajeadense abastecer seu carro elétrico de forma gratuita”.
A cooperativa já conta com o primeiro carro elétrico de sua frota e planeja ampliar continuamente suas políticas de sustentabilidade. Conforme Sechi, são necessárias cerca de oito horas para o abastecimento completo. E a bateria representa cerca de 70% do seu custo. “Hoje não é uma vantagem, mas é uma tendência”. Os modelos possuem alto custo para aquisição, mas baixo valor de manutenção. Segundo especialistas, em 2030 estima-se que 30% da frota veicular no mundo será composta por carros elétricos.
Fonte: Jornal A Hora
