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juntos somos
375
cooperativas
com mais de
4,4 milhões de
cooperados
gerando oportunidade para
80,5 mil
empregados
geramos mais de
103 bilhões de
ingressos
e mais de
6,3 bilhões em
sobras
Fique por dentro dos destaques de cada ramo
Agropecuário
94
Cooperativas
272.519
Cooperados
40.871
Empregados
34,8 bi
Ativos
52,3 bi
Ingressos
1,7 bi
Sobras
11,2 bi
Patrimônio Líquido
Consumo
5
Cooperativas
757
Cooperados
2
Empregados
2,8 mi
Ativos
246,4 mil
Ingressos
38,9 mil
Sobras
2,7 mi
Patrimônio Líquido
Crédito
91
Cooperativas
3.460.490
Cooperados
20.915
Empregados
200,8 bi
Ativos
33,6 bi
Ingressos
3,8 bi
Sobras
27,5 bi
Patrimônio Líquido
Infraestrutura
29
Cooperativas
592.098
Cooperados
2.819
Empregados
4,4 bi
Ativos
2,3 bi
Ingressos
337,3 mi
Sobras
2,5 bi
Patrimônio Líquido
Saúde
51
Cooperativas
28.553
Cooperados
14.746
Empregados
7,8 bi
Ativos
11,9 bi
Ingressos
332,4 mi
Sobras
4,0 bi
Patrimônio Líquido
Trabalho, produção de bens e serviços
34
Cooperativas
9.441
Cooperados
615
Empregados
727,2 mi
Ativos
909,1 mi
Ingressos
31,9 mi
Sobras
478,6 mi
Patrimônio Líquido
Transporte
71
Cooperativas
12.648
Cooperados
483
Empregados
437,3 mi
Ativos
2,0 bi
Ingressos
41,4 mi
Sobras
212,7 mi
Patrimônio Líquido

Palavra do Presidente
Resiliência que move o cooperativismo
Uma das principais características do Rio Grande do Sul é a capacidade de enfrentar dificuldades, reorganizar caminhos e seguir em frente. Vivemos este ciclo em muitas ocasiões ao longo da nossa história e, em 2025, não foi diferente. Depois dos impactos severos das enchentes de 2024, o Estado iniciou um novo ciclo de reconstrução econômica, social e produtiva – e em um ambiente ainda muito desafiador.
O PIB gaúcho cresceu 0,9% em 2025, representando 5,91% da economia nacional, sustentado pelo avanço da indústria e dos serviços, mas limitado pela retração de 6,8% da agropecuária. Esse dado precisa ser compreendido para além da estatística: foi mais um ano de estiagem, com impactos expressivos para muitas regiões, refletidos em perdas de produtividade, menor renda no campo e maior dificuldade na capacidade de pagamento dos produtores.
Ao mesmo tempo, o ambiente de juros elevados tornou o crédito mais caro e dificultou a renegociação de compromissos. Para cooperados e cooperativas, isso significou aumento do custo financeiro, maior seletividade no acesso a recursos e necessidade de decisões ainda mais responsáveis em relação a investimentos e capital de giro.
Um contexto que demonstrou, mais uma vez, a importância estratégica do cooperativismo gaúcho. As cooperativas seguiram próximas dos associados, apoiando a produção, organizando cadeias e oferecendo serviços para as comunidades. Foi uma rede de proteção econômica e social essencial para sustentar a atividade produtiva em diversas regiões.
Os resultados que colhemos demonstram essa resiliência: o cooperativismo cresceu 10% em faturamento no Estado, atingindo R$ 103 bilhões e gerando mais de R$ 6,2 bilhões em sobras, beneficiando 4,4 milhões de cooperados de todos os municípios gaúchos.
São números que vão além do desempenho econômico. Eles confirmam que, quando a dificuldade chega, a cooperativa muitas vezes é o primeiro ponto de apoio para nossa gente. E é com essa leitura que devemos olhar para 2026.
As perspectivas para o Rio Grande do Sul exigem atenção e responsabilidade, com a combinação de riscos climáticos, possíveis perdas em algumas regiões e taxa de juros ainda elevada. O cenário exige atuação próxima, técnica e estratégica das cooperativas, com foco na sustentabilidade dos negócios e no equilíbrio financeiro.
Para tanto, seguiremos fortalecendo a saúde financeira das cooperativas. Estamos também investindo, cada vez mais, em competitividade, gerando oportunidades de comercialização, e qualificando a governança e a gestão. Planejamento estratégico e econômico são fundamentais para negócios fortes e consistentes.
É com esse olhar que avançaremos neste 2026, cada vez mais próximos das cooperativas, apoiando decisões, fortalecendo negócios, capacitando lideranças e contribuindo para que nosso setor seja um dos grandes motores da economia gaúcha. Porque onde existem cooperativas fortes, existe um Rio Grande do Sul mais preparado, mais resiliente e mais capaz de gerar desenvolvimento.
Darci Hartmann
Presidente do Sistema Ocergs
